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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Presidente do Serpro ignora criptografia em favor do desempenho

Ao participar de audiência nesta quinta, 3 de setembro de 2015, da CPI dos Crimes Cibernéticos, o presidente do Serpro, Marcos Mazoni, lembrou que os backdoors continuam existentes na infraestrutura, na camada lógica e nas aplicações, apesar dos esforços recentes de buscar maior segurança.

“Criptografia existe, mas é muito pouco usada, porque tira performance. Basta lembrar como as pessoas acabam optando por e-mails que não tem essa proteção. Nesse terreno estamos incentivando a ampla adoção de criptografia no governo. O Expresso tem um milhão de contas. Nem todas do Serpro. Nós temos umas cento e poucas mil. Mas a Previdência tem, universidades, escolas técnicas vários órgãos e muitas empresas privadas”, listou Mazoni.


“Algoritmos de criptografia criado em países estrangeiros também têm fragilidades. Precisamos de maior conhecimento de matemática para ter maior proteção. Muitas vezes se adotam algoritmos internacionais e eles são, em geral, desenvolvido pela NSA, que participa desse processo. Por isso é importante termos nosso desenvolvimento, nossa matemática, matemática quântica e teremos criptografia mais sólida”, emendou.

Ao pontuar que as vulnerabilidades começam nas redes físicas, o presidente do Serpro destacou os investimentos no novo cabo submarino para a Europa e no satélite geoestacionário de defesa e comunicações. Mas reconheceu que são muitos produtos e software que atendem as legislações internacionais, com exigências da implementação prévia de backdoors para acesso.

“A cláusula de proteção do governo dos EUA garante acesso absoluto, mesmo que equipamento seja instalado por nós em nossos bancos de dados. Está escrito na licença dos produtos e por isso mesmo temos que cuidar também do trafego sainte de nossas redes, pelos chamados backdoors. São proteções de fabricantes norte-americanos, mas chineses também. Não estamos acusando nenhuma empresa, apenas apontando, como em um seguro, a possibilidade de acontecer", completou Mazoni.

May The Source be with You: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=40530&sid=18

terça-feira, 8 de julho de 2014

Hackers brasileiros efetuam o possível maior roubo eletrônico na história, um rombo de U$ 3750 milhões

 Um dos métodos de pagamento mais populares do Brasil pode estar comprometido há mais de dois anos de acordo com uma empresa de segurança dos EUA.





A fraude, que afeta os pagamentos por boleto bancário, pode ter resultado no roubo de até 3750 milhões de dólares, tornando-se o maior roubo eletrônico na história. A quantidade exata roubada ainda não foi verificada.

Boletos permitirem que um indivíduo pague uma quantia exata para um comerciante e pode ser utilizado e gerado para transações on-line e off-line. Boletos são o segundo meio de pagamento mais popular no Brasil e foram responsáveis por aproximadamente 18% de todas as compras em 2012.

A empresa americana de segurança RSA descreveu o ataque como "uma grande operação de fraude e uma ameaça séria para bancos, comerciantes e clientes de serviços bancários no Brasil."

Embora os pesquisadores ainda não saibam se os fraudadores foram bem sucedidos na coleta de dinheiro em todos os computadores infectados os números por si só são alarmantes: 192.227 PCs foram infectados pelo scam e 83.506 credenciais de e-mail foram roubadas.

O ataque é conhecido coloquialmente como "man-in-the-browser" e funciona através da injeção de malware em navegador de um usuário depois de ter clicado em um link aparentemente genuíno enviado por email. Uma vez que o link é acessado, scammers pode interceptar e alterar detalhes do boleto, sem o conhecimento do usuário.

O analista de segurança Graham Cluley disse que havia uma série de razões por que o ataque tenha sido bem sucedido em uma escala tão grande:

"Infelizmente computadores brasileiros nem sempre têm os mais recente softwares anti-vírus e o fato dos boletos não serem usados frequentemente fora do Brasil poderia ter feito as empresas de segurança ignorarem a ameaça."

A fim de evitar ser vítima deste tipo de golpe, o Sr. Cluley aconselha os usuários a "serem cautelosos ao abrir anexos de e-mail não solicitadas ou clicar em links desconhecidos, e manter o seu computador atualizado com patches de segurança e as últimas atualizações de anti-vírus."

Não sei se levaremos a Copa, mas a taça do cybercrime já é nossa.
Brasil il il il!

May The Force be with You!

Fontes: http://www.bbc.co.uk/news/technology-28145401
https://blogs.rsa.com/rsa-uncovers-boleto-fraud-ring-brazil/