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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Kaspersky acusada de disseminar falso-positivos para comprometer rivais

A Kaspersky, empresa russa do mercado de antivírus foi acusada espalhar ameaças falsas para prejudicar os concorrentes. Segundo reportagem da Reuters, o alerta foi dado por 2 ex-funcionários anônimos.


Eles alegam que a empresa injetava pedaços de códigos em softwares para enganar as plataformas rivais (Micro$oft, AVG, Avast, etc), de forma que elas interpretassem arquivos inofensivos como maliciosos (falso-positivos). Ao serem confundidos com malwares pelos outros antivírus, os arquivos eram considerados ameaças verdadeiras.

Pessoalmente não acredito que Eugene Kaspersky faria algo desse tipo, que poderia prejudicar a já abalada confiança do mercado de antivírus God AV is not dead

O fundador da Kaspersky deu uma resposta oficial refutando todas as acusações aqui.

May the Source be with You!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Trojan do PuTTY

Como aconteceu recentemente com o FileZilla, o popular software PuTTY, um emulador de terminal Open source, teve partes de seu código modificadas e disponibilizadas em servidores comprometidos.

A versão "trojan" do PuTTY fazia o encode da conexão SSH (como usuário e senha) em Base64 e então enviava-a para hackers russos. Além disso, os hackers utilizavam táticas de SEO para espalhar a ameaça.

Como saber se o PuTTY é legítimo ou malware?
Software malicioso compilado com uma versão diferente do MS Visual C++, apresentando ligeiras modificações na interface e com a build não identificada.

Programa legítimo, mostrando a versão de release.

Outros indicadores do PuTTY comprometido:

Arquivo Windows PE:
MD5 b5c88d5af37afd13f89957150f9311ca
SHA1 51c409b7f0c641ce3670b169b9a7515ac38cdb82
SHA256 d3e866e5bf18f2d9c667563de9150b705813e03377312b6974923f6af2e56291


Domínios:
ngusto-uro.ru MalPuTTY
go-upload.ru StealZilla
aliserv2013.ru StealZilla


Endereço IPV4:
146.185.239.3

User Agent hardcoded:
Opera/9.80 (Windows NT 6.1; U; ru) Presto/2.9.168 Version/11.51

Servidores Web comprometidos:
stc-castelnaudary[.]fr/putty/
holidaystennisclub[.]com/putty/
stonarov.wz[.]cz/putty/
stabryl.home[.]pl/putty/
mohsenfeshari[.]com/putty/
nwedigital[.]com/putty/
kangasquads.com[.]au/putty/
sistemaysoporte[.]es/putty/
straydogwinter[.]com/putty/
snailmailrecall[.]com/putty/
steveacker[.]com/putty/
starsretail[.]com/putty/
podspeak[.]net/putty/
stephensimmer[.]com/putty/
biznetbrokers[.]com/putty/
ofbcorporation[.]com/putty/
spriebel[.]de/putty/
siteweb.olympe[.]in/putty/
yumyums.comcastbiz[.]net/putty/
prfc.com[.]au/putty/
helpmydiabetes[.]info/wp-includes/


May The Source be with You!

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Falha no Windows 8.1 permite elevação de privilégios. Microsoft ciente há 90 dias ainda não corrigiu o problema.

A Google tornou público os detalhes de uma vulnerabilidade de segurança no Windows 8.1

A Microsoft tinha sido avisada desde setembro e o bug pode permitir que um usuário logado execute código no Windows 8.1 com privilégios de administrador.
A falha está no manuseio da chamada de sistema NtApphelpCacheControl(): um programa deve primeiro obter um token de acesso a partir de um processo de nível de sistema, como o BITS, e, em seguida, chamar a função anteriromente mencionada para inserir uma entrada no cache de compatibilidade de aplicativos - uma operação de nível de administrador. Quando o token de acesso é examinado, o nível de representação do programa não está marcado, permitindo que o software em nível de usuário passe por um programa privilegiado e modifique o cache. A entrada de cache pode levar o Windows a rodar um executável com privilégios elevados.

"Este bug está sujeito a um prazo de divulgação 90 dias", a equipe de segurança do Google relatou quando ele avisaram a Microsoft sobre o erro de programação. "Se 90 dias transcorrer sem um patch disponível, o relatório de erro se tornará automaticamente visível para o público."

Esse prazo já passou, e os detalhes completos do bug foram revelados em 30 de dezembro de 2014 - incluindo o código de prova de conceito (PoC), que a Chocolate Factory disponibilizou tanto em código fonte e formato binário executável.

Mas nem todos concordam com a política de divulgação agressiva do Project Zero, do Google, que foi fundada em julho de 2014, com o objetivo de erradicar bugs em softwares.

"Revelar automaticamente esta vulnerabilidade quando um prazo é alcançado sem nenhum contexto parece-me incrivelmente irresponsável e eu esperava mais cuidado e maturidade de uma empresa como a Google", escreveu um comentarista no relatório do bug.

Outros ressaltaram, no entanto, que só porque um bug ainda não foi divulgado publicamente não significa hackers ainda não estão explorando-a.

"Ninguém está fazendo bem mantendo-o em segredo", escreveu outro comentarista. "Ao expor a vulnerabilidade eles permitem que esses bilhões que podem estar expostos a essa ameaça fiquem ciente da mesma e tomem medidas defensivas."

O pesquisador de segurança do Google, Ben Hawkes, defendeu a política da empresa, escrevendo:

     O Project Zero acredita que os prazos de divulgação são atualmente a melhor abordagem para a segurança do usuário - permite aos fornecedores de software um tempo justo e razoável para exercer o seu processo de gerenciamento de vulnerabilidades, além de respeitar os direitos dos usuários de aprender e compreender os riscos que enfrentam.

     Com isso dito, vamos monitorar os efeitos dessa política muito de perto... Estamos felizes em dizer que os resultados iniciais mostraram que a maioria dos erros que temos relatados... foram corrijidos dentro do prazo, que é um testamento ao trabalho duro dos vendedores.

Em resposta à divulgação, a Microsoft emitiu uma declaração dizendo que está ciente do problema e está preparando uma correção.

"Estamos trabalhando para lançar uma atualização de segurança para resolver um problema de elevação de privilégio", um porta-voz da Microsoft disse via e-mail. "É importante notar que para um possível invasor potencialmente explorar um sistema, ele primeiro precisa ter credenciais de logon válidas e poder fazer logon localmente em uma máquina alvo. Recomendamos aos clientes que mantenham seu software anti-virus atualizados, instalem todas as atualizações de segurança disponíveis e ativem o firewall em seu computador."

A Micro$oft não declarou se planeja ter uma correção para o problema até o Patch Tuesday deste mês, que será dia 13 de janeiro.

May The Source be with You.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Micro$oft loves Linux

Ao contrário do seu antecessor (Steve Balmer), o atual CEO da Micro$oft diz que "ama o Linux" e que 20% da infra-estrutura da MS Azure roda o S.O. do pinguim.



O sucessor do tio Bill Gates disse em 2001, em entrevista ao Chicago Sun-Times, que o "Linux é um câncer":
"Linux is a cancer that attaches itself in an intellectual property sense to everything it touches"

Já o atual comandante da empresa de Redmond, Satya Nadella, tem um discurso totalmente diferente. Esta semana, ele anunciou apoio à distribuição Linux CoreOS (a Micro$oft Azure suporta CentOS, Oracle Linux, Suse e Ubuntu). Claramente, Nadella quer que os administradores de TI sintam-se a vontade para executar Windows e Linux em paralelo sem problemas de compatibilidade na Azure.

Nadella sabe que os gerentes de TI não querem ser encaixotados para usar, por exemplo, apenas o Windows Server. Especificamente, muitos deles querem rodar o Linux junto com o Windows Server, o que significa que o kernel do Linux e Windows Server precisam ser capaz de rodar muito bem juntos.

Nadella está cumprindo sua promessa de que a empresa iria tomar "medidas importantes para mudar visivelmente a cultura da Microsoft."

Pena que esse amor não é correspondido.

May The Source be with You.